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Vampire
é um jogo de faz-de-conta, de mentirinha, de contar histórias.
Embora Vampire seja um jogo, seu objetivo está mais em contar
histórias que em vencer. Se você nunca fez esse tipo de coisa
antes, deve estar confuso com o próprio conceito de um jogo
de contar histórias. Porém, depois de compreender os conceitos
básicos, descobrirá que a coisa não é tão estranha assim mas,
na verdade, curiosamente familiar.
Você e seus amigos contarão histórias de loucura e de desejo.
Histórias de coisas que duelam na noite Contos de perigo, de
paranóia, de um mal sinistro. Contos oriundos dos recessos mais
sombrios de nossos inconscientes. E no âmago dessas histórias
repousam os vampiros.
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Essas
histórias irão conquistar a sua imaginação muito mais prontamente
que qualquer peça ou filme. Além disso, são de uma natureza mais
sombria que os contos de fadas de nossa infância (os quais, ao
revermos com olhos adultos, também parecem bem sinistros). Isto
porque você é parte da história, e não um mero espectador. Você
está criando a medida que prossegue, e o resultado é sempre incerto.
Este
jogo oferece uma forma de experimentar um horror de natureza por
demais imediata: você vive do outro lado do espelho. O horror
de Vampire é o legado de ser metade fera, aprisonado num mundo
de valores absolutos, onde a moralidade não é imposta - é escolhida.
O horror de Vampire é o mal interno, a sede avassaladora por sangue
quente
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Talvez
o maior perigo de jogar Vampire seja o de ver a si mesmo no espelho.
Para jogar este jogo é preciso confrontar a loucura que se esconde
em você, contra a qual luta para dominar e sobrepujar, mas que
nunca ousa fitar.
A não ser que esteja disposto a ver o reflexo de suas próprias
imperfeições, não siga adiante. Aqueles que ousam vislumbrar a
eternidade não são recompensados apenas com a sabedoria, mas também
com a loucura
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